Vem sentar-te comigo minha bela,
Admiremos o infinito que nos aguarda.
Deixemos o barco fluir,
Deixemos o tempo nos abraçar.
Cada segundo, único em nosso olhar,
Cada toque, uma intensa exceção.
Vem sentar-te comigo minha bela,
Admiremos o mundo que nos espera.
Caminhemos por ele juntos
Como duas crianças deslumbradas.
Vem, agarra-te à minha mão,
Pois partimos esta noite
E o amor nos espera.
Sejamos cores,
Mares, céus.
Venha comigo minha bela,
Inebria-me nos teus beijos.
Deixa-me te amar...
E então nossos pés não mais tocarão o chão.
domingo, 28 de dezembro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
This bird has flown
Zé Bocó tinha chegado na cidade. Achava que nunca iria pôr o pé alí, mas lá estava ele no hotel. Cama grande e confortável, um ar condicionado mais moderno do que ele já tinha visto. 'Coisa de hotel', pensou ele. A TV acoplada na parede, uma espécie de escrivaninha perto da janela, uma poltrona meio bege e a cortina de um lado ao outro da janela. Por um momento, Zé Bocó fitou a cortina com uma ânsia monstruosa de abrí-la. Abriu! Um sentimento nostálgico invadiu seu dito coração. Ele estava lá olhando da janela a rua com quase nenhum movimento. 'Um ano... passou rápido', pensou ele. Zé Bocó pensava no que ela estaria fazendo naquela hora, naquela noite. 'Estudando? Lendo? Ela adora livros... ou quem sabe ouvindo música...', relembrava Zé Bocó do alto de sua estúpida e injustificável nostalgia. Não há motivos para lembrar, relembrar ou seja o que for. 'Antes houvesse alguma oportunidade...', não, ele não a veria nesses dois dias e ela muito menos iria imaginar que Zé Bocó estava lá. Quanta idiotice ele pensava. Prováveis encontros... é o tipo de coisa que ele pensava quando era bocó, mas por ela. 'Não... não sou bocó mais... não mais eu acho... certeza...'. Zé Bocó sai do quarto, desce pelo elevador, deixa a chave na portaria e aventura-se pela rua. Havia um shopping do outro lado da rua, pela janela podia vê-lo. As lojas todas fechadas, muitas pessoas indo embora e Zé Bocó tinha o olhar atento para cada um que passava ou iria passar. Subiu até o último andar, sentou-se em uma mesa e ficou olhando as pessoas. Muitas comendo, outras sorrindo... sorrindo. Zé Bocó não sorria mais, apenas contraía os músculos faciais alargando a boca para aparecer os dentes. Zé Bocó, o limão mais azedo e descartado voltava agora para o hotel. Pegou as chaves na portaria, subiu pelo elevador, entrou no quarto... e foi até a janela. Era uma bela noite. 'Ela provavelmente está dormindo agora.' Pensou Zé Bocó, o nostálgico otimista que jurava poder encontrá-la no shopping. 'Maluco...', era a sua definição. Zé Bocó fecha a cortina como quem já está condenado e sabe que vai à forca de qualquer maneira. Ela não voltará. 'Boa noite...', disse Zé Bocó antes de apagar a luz e mergulhar no sono.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
For no One
Haverá momentos em que todas as coisas que ela lhe disse vão encher sua cabeça, você não a esquecerá.
sábado, 27 de setembro de 2008
There she goes...
Cai a chuva na janela enquanto vejo ela partir.
A distância é maior do que eu posso existir.
Quantos dias, quantas noites já passaram no olhar?
Tresloucado pela rua sigo a te procurar.
Suas palavras tão sinceras eu procuro abraçar,
Todos os sonhos e mentiras que elas julgam entregar.
E se não há mais nada a fazer eu fico aqui,
Enquanto a vida passa e o amor vem me iludir.
Eu deixarei que morra em mim o meu desejo de te amar.
Mas os meus olhos, mesmo assim, ainda querem te encontrar.
A distância é maior do que eu posso existir.
Quantos dias, quantas noites já passaram no olhar?
Tresloucado pela rua sigo a te procurar.
Suas palavras tão sinceras eu procuro abraçar,
Todos os sonhos e mentiras que elas julgam entregar.
E se não há mais nada a fazer eu fico aqui,
Enquanto a vida passa e o amor vem me iludir.
Eu deixarei que morra em mim o meu desejo de te amar.
Mas os meus olhos, mesmo assim, ainda querem te encontrar.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Samba do Grande Amor
Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador
Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel o grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
sábado, 20 de setembro de 2008
Why does it always rain on me?
Eu devia ter sido sociopata-psicopata-psicótico.
Devia ter usado todas as drogas que existem,
Bebido tudo o que me convêm, caído onde bem entender,
Devia ter comido todas, pego todas as doenças possíveis;
Devia ter cuspido, humilhado, pisado, gargalhado, estraçalhado,
Golpeado, esfaqueado, traído.
Devia ter pego o carro no meio da noite,
Devia tê-lo enfiado no primeiro poste.
Devia ser preso por matar, roubar.
Devia ser grosso, estúpido, intransigente,
Nefasto, falso, cruel com todos.
Devia fazer o que quiser.
Devia ter feito...
Devia ter usado todas as drogas que existem,
Bebido tudo o que me convêm, caído onde bem entender,
Devia ter comido todas, pego todas as doenças possíveis;
Devia ter cuspido, humilhado, pisado, gargalhado, estraçalhado,
Golpeado, esfaqueado, traído.
Devia ter pego o carro no meio da noite,
Devia tê-lo enfiado no primeiro poste.
Devia ser preso por matar, roubar.
Devia ser grosso, estúpido, intransigente,
Nefasto, falso, cruel com todos.
Devia fazer o que quiser.
Devia ter feito...
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Norwegian Wood...
O passado bate à porta como uma criança pedindo doces. O olhar cativante, a cabeça inclinada com um sorriso leve nos lábios. Doces ou travessuras? Mal sabe a criança que, antes de chegar na porta, o caminho foi longo e desgastante. Medo? Talvez. Os sentimentos do ano anterior eram fortes, tinham vontade, garra, perseverança, força para encarar a dificuldade, seja ela qual fosse. Mas tiveram de ser abortados. Parar no meio do caminho. E agora? É, a festa acabou. Restava ir para casa chorar ou outra coisa qualquer para substituir o que não podia mais sentir-se. Que vazio repentino. Que dor maldita. O Dono da Porta se sentia feio, sujo. Não merecia brincar de ser feliz com a criança. Não merecia ser feliz com nada. E quando ele mais sentiu que merecia, lhe foi tirado da noite pro dia. Quando o Dono da Porta passou a acreditar que o otimismo realmente trazia coisas boas, a tristeza voltou da curtíssima viagem de férias, abriu a geladeira, pegou uma bebida, e sentou-se no sofá. O passado bate à porta como uma criança pedindo doces. O Dono da Porta a observa com um sorriso tímido. Os olhos brilhando, as lágrimas querendo sair. A criança se vai, feliz. O Dono da Porta fecha a porta com um sorriso. A tristeza pediu mais uma bebida e ele foi buscá-la. Mal sabe a criança...
sábado, 16 de agosto de 2008
Nada Com Tudo
Ouço cores sonoras
Vibrantes e formosas.
Aveludadas em seu paladar,
Nuas a me encarar.
Cores sussurradas ao enxergar.
Gigantescas lascas de paladar
A me encarar formosas e
Sonoras e nuas e aveludadas.
Ouço paladares de cores nuas.
Paixão.
Vibrantes e formosas.
Aveludadas em seu paladar,
Nuas a me encarar.
Cores sussurradas ao enxergar.
Gigantescas lascas de paladar
A me encarar formosas e
Sonoras e nuas e aveludadas.
Ouço paladares de cores nuas.
Paixão.
domingo, 4 de maio de 2008
Shiver
É engraçado. Hoje me dei conta que as pessoas que julgo certas, não me enxergam como eu gostaria. As que não julgo nem certas nem erradas, me enxergam como eu gostaria que as que julgo certo enxergassem. Porém são as que me machucaram no final. Por Deus, me dá arrepios ao pensar nas pessoas que eu julgaria erradas.
terça-feira, 8 de abril de 2008
How Kind of You...
O carro para e então:
Não sei como dizer. É um pouco complicado. Na verdade muito. Eu gosto de você! Você é maravilhoso. Um homem incrível e carinhoso. Você pega bem demais, cozinha bem demais, conversa, tem um gosto musical maravilhoso. Você foi como o Sol na minha vida, entende? Quando se está com a janela fechada e tudo fica escuro, então entra aquele pequeno raio de luz persistente para iluminar o ambiente; este raio é você. Você foi o amanhecer caloroso de uma noite terrivelmente fria e sozinha. Em cada gota de orvalho da manhã tinha sua voz me desejando bom dia; cada lágrima que derramei você transformou em sorriso; cada sorriso um beijo; cada beijo uma viagem em minh'alma; cada viagem um carinho inesquecível; cada carinho um suspiro; cada suspiro o seu nome; cada nome um desejo de te possuir. Tuas mãos foram minhas com calma. Teu olhar um afago amistoso; teus lábios o caminho da perdição; teu cheiro a loucura; teu toque o arrepio. Você foi na minha vida a última esperança. Você chegou sem me dizer que vinha. Cada minuto que te esperei foi compensado com tua presença.
Mas não te quero, tchau.
O Homem Certo na Hora Errada, meu romance de um único capítulo e única página.
*Alguns fatos são reais, outros mera invenção. A intenção era não deixá-lo com três vergonhosas linhas.*
quinta-feira, 20 de março de 2008
Anything to Say You're Mine.
Oh! amor, grande amor!
Miserável é a chama
De sua eternidade mesquinha
E falso é o seu calor.
Quanto de ti é amor
E quanto será ilusão?
O sorriso amigo inebriando-se em fervor
Torna desgostosa tua feição.
Não, meu bem! Hoje acordei.
Amanhã, quem sabe talvez,
Dilacerar-me-ei por ti
Mais uma vez.
Miserável é a chama
De sua eternidade mesquinha
E falso é o seu calor.
Quanto de ti é amor
E quanto será ilusão?
O sorriso amigo inebriando-se em fervor
Torna desgostosa tua feição.
Não, meu bem! Hoje acordei.
Amanhã, quem sabe talvez,
Dilacerar-me-ei por ti
Mais uma vez.
terça-feira, 18 de março de 2008
Look at me

Que fazes aqui? Que queres?
Teu tempo já passou.
Aquilo que mais deseja, não és;
Nunca o foi.
O que outrora amou-te,
Agora odeia-te.
O rio da vida corre, frio.
Leva consigo todos os seus desejos
E lembranças de um passado bom.
E longe vai o rio...
Dor inútil.
O tempo passou.
Nada fará para mudar;
Não há mudança.
E longe vai o rio...
domingo, 16 de março de 2008
Stupid Thing
quinta-feira, 6 de março de 2008
Caio Fernando Abreu
Extremos da Paixão
"Não, meu bem, não adianta bancar o distante;
lá vem o amor nos dilacerar de novo..."
Andei pensando coisas. O que é raro, dirão os irônicos. Ou "o que foi?" - perguntariam os complacentes. Para estes últimos, quem sabe, escrevo. E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro(a)- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo(a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER.
Pensando nisso, pensei um pouco depois em Boy George: meu-amor-me-abandonou-e-sem-ele-eu-nao-vivo-então-quero-morrer-drogado. Lembrei de John Hincley Jr., apaixonado por Jodie Foster, e que escreveu a ela, em 1981: "Se você não me amar, eu matarei o presidente". E deu um tiro em Ronald Regan. A frase de Hincley é a mais significativa frase de amor do século XX. A atitude de Boy George - se não houver algo de publicitário nisso - é a mais linda atitude de amor do século XX. Penso em Werther, de Goethe. E acho lindo.
No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o terno do perecível, loucos.
Depois, pensei também em Adèle Hugo, filha de Victor Hugo. A Adèle H. de François Truffaut, vivida por Isabelle Adjani. Adèle apaixonou-se por um homem. Ele não a queria. Ela o seguiu aos Estados Unidos, ao Caribe, escrevendo cartas jamais respondidas, rastejando por amor. Enlouqueceu mendigando a atenção dele. Certo dia, em Barbados, esbarraram na rua. Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se em símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia somente dentro dela. Adèle morreu no hospício, escrevendo cartas (a ele: "É para você, para você que eu escrevo" - dizia Ana C.) numa língua que, até hoje, ninguém conseguiu decifrar.
Andei pensando em Adèle H., em Boy George e em John Hincley Jr. Andei pensando nesses extremos da paixão, quando te amo tanto e tão além do meu ego que - se você não me ama: eu enlouqueço, eu me suicido com heroína ou eu mato o presidente. Me veio um fundo desprezo pela minha/nossa dor mediana, pela minha/nossa rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu. Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida.
Ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio -, que nunca caiu nessas ciladas. Pois como já dizia Drummond, "o amor car(o,a,) colega esse não consola nunca de núncaras". E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins.
(in Pequenas Epifanias)
Pensando nisso, pensei um pouco depois em Boy George: meu-amor-me-abandonou-e-sem-ele-eu-nao-vivo-então-quero-morrer-drogado. Lembrei de John Hincley Jr., apaixonado por Jodie Foster, e que escreveu a ela, em 1981: "Se você não me amar, eu matarei o presidente". E deu um tiro em Ronald Regan. A frase de Hincley é a mais significativa frase de amor do século XX. A atitude de Boy George - se não houver algo de publicitário nisso - é a mais linda atitude de amor do século XX. Penso em Werther, de Goethe. E acho lindo.
No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o terno do perecível, loucos.
Depois, pensei também em Adèle Hugo, filha de Victor Hugo. A Adèle H. de François Truffaut, vivida por Isabelle Adjani. Adèle apaixonou-se por um homem. Ele não a queria. Ela o seguiu aos Estados Unidos, ao Caribe, escrevendo cartas jamais respondidas, rastejando por amor. Enlouqueceu mendigando a atenção dele. Certo dia, em Barbados, esbarraram na rua. Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se em símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia somente dentro dela. Adèle morreu no hospício, escrevendo cartas (a ele: "É para você, para você que eu escrevo" - dizia Ana C.) numa língua que, até hoje, ninguém conseguiu decifrar.
Andei pensando em Adèle H., em Boy George e em John Hincley Jr. Andei pensando nesses extremos da paixão, quando te amo tanto e tão além do meu ego que - se você não me ama: eu enlouqueço, eu me suicido com heroína ou eu mato o presidente. Me veio um fundo desprezo pela minha/nossa dor mediana, pela minha/nossa rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu. Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida.
Ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio -, que nunca caiu nessas ciladas. Pois como já dizia Drummond, "o amor car(o,a,) colega esse não consola nunca de núncaras". E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins.
(in Pequenas Epifanias)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
One After 909

Sugar plum fairy, sugar plum fairy; dizia John Lennon no take 1 de A Day in The Life. Isso seria o famoso "one two three". Então começo esse blog assim. Não tenho compromisso com algum tema de postagem. Vou escrever o que me der na telha. Seja coisa minha, de outras pessoas ou até mesmo comentários sobre coisas escritas de outrem. Se quem ler gostar, ótimo. Se não, ótimo também. Isso é clichê, mas eu não tenho o que falar. Afinal preciso de uma primeira postagem pra arrumar isso aqui. Bom, por enquanto é só.
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